quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Pontos de exploração sexual




Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), há no Brasil quase 2 mil pontos de exploracão sexual infanto-juvenil. A divisão de combate ao crime da Polícia Rodoviária Federal realizou esse levantamento, de acordo com a polícia foram encaminhadas 152 crianças e adolescentes ao conselho tutelar, encontradas na situação de exploração.

Sabe-se que muitas crianças passam distantes dos olhos policiais, sofrem dia a dia com a exploração, trocam seus corpos por um prato de comida, ou mesmo para ajudar sua família.
Será que esse levantamento não nos causa nenhum tipo de sentimento?
As desigualdades sociais refletem o sofrimento dessas crianças, falta de oportunidades, ausência de incentivo, falta amor também de nossa parte. São crianças esquecidas nas esquinas, em porta de bares, em postos de gasolina, esperando uma "gorjeta", e retornam para as ruas desiludidas, usam drogas e desconhecem a auto-estima.
Michelle Marques de Mello

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Trabalho infantil agrícola


Todos os anos, especialmente no período do plantio e colheita, milhares de crianças brasileiras que residem em zonas rurais afastam-se da infância e aproximam-se da exploração de sua mão-de-obra. Nos municípios do Semi-árido, devido à irregularidade das precipitações, as famílias intensificam seu trabalho para aproveitar os curtos período de chuva e iniciar o preparo da terra.

Embora cerca de 80% da população do Brasil viva em áreas urbanas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000, é na área rural em que, proporcionalmente, está concentrado o uso da mão-de-obra infantil.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2001, 53% dos meninos e 46,5% das meninas, de 05 a 15 anos, que trabalham no Brasil vivem no meio rural. Desses, a maioria trabalha na área agrícola. Segundo dados do PNAD referentes a 2004, 5,3 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalhavam em todo o país, sendo que destes 75% estavam na agricultura.

Fonte: www.fnpeti.org.br

quarta-feira, 20 de junho de 2007

UNICEF, governos, sociedade civil e empresas renovam pacto pelas crianças e pelos adolescentes do Semi-árido

O UNICEF, governos, sociedade civil e empresas renovam pacto pelas crianças e pelos adolescentes do Semi-áridoO UNICEF, os governadores dos 11 Estados do Semi-árido, o governo federal, cerca de 80 organizações da sociedade civil e empresas preparam-se para renovar, no próximo dia 26 de junho, em Brasília, o Pacto Nacional Um mundo para a criança e o adolescente do Semi-árido.

O Semi-árido brasileiro é uma das prioridades do UNICEF. Ali, em cerca de 1,5 mil municípios, vivem aproximadamente 13 milhões de crianças e adolescentes. Entre eles, cerca de 250 mil meninos e meninas de 10 a 14 anos ainda estão fora da escola. Uma em cada seis crianças trabalha e mais de 390 mil adolescentes são analfabetos.

Em sua primeira versão, os governadores dos 11 Estados e do governo federal assinaram um documento em que se comprometeram a adotar medidas para a melhoria das condições de vida das crianças e dos adolescentes. Apesar dos avanços, muitos desafios ainda persistem. Por isso, estes aliados reforçam seu compromisso, assinando novamente o Pacto.

Fonte: www.unicef.org.br

terça-feira, 19 de junho de 2007

Bahia tem maior número de crianças trabalhadoras


Bahia é o Estado que apresenta o maior número de crianças trabalhadoras do País. Dos meninos e meninas baianos com idades entre cinco e 14 anos, 9,13% trabalham. No Brasil, essa média fica em torno de 6,33%. Só este ano, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) flagrou 693 casos de exploração da mão-de-obra infantil, dos quais 50% concentravam-se no campo.

Presente em mais de um terço dos 417 municípios da Bahia, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) beneficia 128 mil garotos e garotas, o que representa apenas metade das crianças e adolescentes que trabalhavam no Estado em 2005. Os dois municípios da Bahia com maior número de ocorrências de trabalho infantil foram Wenceslau Guimarães e Gandu.

Conseqüências - Segundo a última Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad), 70% dos meninos e meninas brasileiros trabalham em atividades agrícolas. O médico e auditor fiscal Gerson Estrela destaca que as atividades que envolvem carregamento de peso provocam deformações na coluna vertebral da criança em desenvolvimento.

Fonte: http://www.fnpeti.org.br/

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Crianças em Brasília



Um grupo de crianças e adolescentes foram ontem ao Congresso Nacional, em Brasília, para pedir ajuda.

A sucata do aterro sanitário de Brasília, que atrai o garoto e sua família, agora enfrenta a concorrência corajosa do Projeto Catavento, que funciona bem ao lado e já conseguiu retirar 70 crianças do lixão oferecendo estudo no lugar do trabalho pesado.

Apesar do esforço do Projeto Catavento, o IBGE, depois de pesquisar no Brasil inteiro, encontrou justamente em Brasília o maior índice de aumento de trabalho infantil. Comparando 2004 com 2005, são 163% a mais e, diante desse número vergonhoso, o pessoal achou que já estava na hora de pressionar quem tem poder na mão.

Políticos cercados, abordados, encostados contra a parede. “Por isso que a gente tá aqui”, diz uma menina.

E será que pressão de criança funciona? “Se o depoimento de uma criança não é ouvido, eu não sei mais o que pode ser ouvido nesse país”, declarou a senadora Patrícia Sabóia (PSB- CE).

Fonte: Jornal Nacional
jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1563431-3586,00.html

terça-feira, 12 de junho de 2007

12 de junho - DIA MUNDIAL CONTRA O TRABALHO INFANTIL


O Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil (DMCTI), 12 Junho, tem o objetivo de promover a conscientização sobre os desafios que o trabalho infantil apresenta. Ele procura mobilizar as autoridades, a mídia e o público em geral para eliminar este problema. Ele também convida os jovens a fazer sua parte ao aprender mais sobre os temas envolvidos, encorajando-os a explorar que ações eles podem realizar para efetuar mudanças, como indivíduos ou grupo.


Este ano, o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil será dedicado à eliminação do trabalho infantil na agricultura e, em especial, nas suas piores formas. Em todo o mundo, a agricultura é o setor onde se encontra a esmagadora maioria de crianças trabalhadoras - cerca de 70%. Mais de 150 milhões de meninas e meninos, menores de 18 anos, trabalham na produção agrícola e pecuária, ajudando a suprir parte do que comemos e bebemos e a fornecer as fibras e outras matérias-primas necessárias à produção de outros bens.



(Organização Internacional do Trabalho)

sábado, 9 de junho de 2007

Imagens do trabalho infantil

Confira as fotos do trabalho infantil em Cascavel/Pr

Michelle Marques de Mello
Por muitas horas menor trabalha no sol

Michelle Marques de Mello
Criança ajuda a mãe a catar papel


Michelle Marques de Mello
Garoto de 13 anos pedindo dinheiro


Michelle Marques de Mello
Adolescente que engraxa sapato e recolhe papel

Michelle Marques de Mello
Criança pedindo dinheiro e pai esperando

Crianças livres do trabalho infantil



Há diversos programas que contribuem para a retirada de crianças do trabalho infantil. O Peti (Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil) é um deles, essas crianças permanecem horas estudando, brincando, adquirem tratamento psicológico, dentre outros.

A fundação Abrinq luta pelos direitos da criança e do adolescente, sem fins lucrativos proporciona educação, acesso a livros, amplia a oportunidade de aprendizado. Além de diversos projetos que essa fundação executa em benefício dessas crianças. O apelo a sociedade, denúncias de menores sendo explorados, um dos projetos, os prefeitos são inseridos, a fim de promover qualidade para essas crianças e adolescentes em cada município.

Sempre comento nesse blog as inúmeras formas de exploração do trabalho infantil, porém, é de suma importãncia citar tantas Ongs, Programas e projetos que libertam essas crianças desse convívio. Quero registrar aqui, meu caro leitor, que há um lado de toda essa história que nos motiva a termos esperança, crianças que hoje sabem sorrir, brincar , que tem a oportunidade de estudar, é é por isso que continuaremos a lutar. Não deixe deixe de acessar os sites que citei no texto do dia 07/06

Michelle Marques de Mello

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Programas, Ongs, campanhas para combater o trabalho infantil



Diante dos textos e informações que venho postando nesse blog, não poderia deixar de citar alguns sites que considero importantes, e, que lutam pelos direitos de nossas crianças.

Fundação Abrinq - www.fundabrinq.org.br

Revista Desafio - (entrevista muito interessante) www.desafios.org.br/Edicoes/26/artigo29574-2.asp

Organização Internacional do Trabalho - www.oit.org.br

Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil - www.fnpeti.org.br

Fundo das Nações Unidas para a Infância - www.unicef.org/brazil

Agência de Notícias dos Direitos da Infância - www.andi.org.br

Instituto de Apoio a Criança - www.iacrianca.pt

Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência - www.ciranda.org.br

O Brasil sem trabalho infantil doméstico - www.andi.org.br/tid

DENUNCIE - LIGUE - 100

Próximo assunto - Crianças livres do trabalho infantil

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Opiniões sobre o trabalho infantil



“A etapa da infância está destinada à aprendizagem e não à produção, muito menos à produção de subsistência, pela qual a criança deve autoprover o seu sustento e o de sua família”. (coordenador de projetos do Programa Internacional de Erradicação do Trabalho Infantil – Renato J. Mendes)
Fonte: portaldovoluntario.org.br


“É muito difícil fiscalizar e identificar esses menores trabalhadores porque muitas vezes estão trabalhando em casa, para a própria família”.(secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil – Isa Maria de Oliveira)Fonte: contasabertas.uol.com.br


“O problema não se explica apenas pela pobreza. O factor cultural aumenta o drama e torna-o invisível para uma sociedade que o aceita como parte da formação e do desenvolvimento de aptidões para a vida adulta”.(diretor da organização não governamental Casa Aliança, que defende os direitos da criança – Bruce Harris) Fonte: apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=3385


Nosso próximo assunto – Programas, Ongs, campanhas para combater o trabalho infantil

domingo, 3 de junho de 2007

Governo x Trabalho Infantil


Na tentativa de erradicar o problema, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a Presidência da República e o Ministério do Trabalho e Emprego destinam, juntos, R$ 376,9 milhões do orçamento de 2007 para o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).

O programa engloba ações como a concessão de bolsas e atividades socioeducativas para crianças e adolescente em situação de trabalho. As ações visam proteger socialmente crianças que tiveram o direito ao não-trabalho violado, por meio de garantia da permanência na escola, fortalecendo o processo de aprendizagem.

Só para essas ações estão previstos R$ 316,3 milhões, 84% do valor total da dotação autorizada do programa para este ano. Dos R$ 376,9 previstos para este ano, apenas R$ 90 milhões foram pagos até o último dia 30. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o Ministério do Desenvolvimento Social e combate à Fome considera que os recursos para este ano são suficientes para atender às 1,5 milhão de crianças previstas no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), tendo em vista os que já são atendidos pelo programa Bolsa Família.

Fonte - contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=1710

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sábado, 2 de junho de 2007

Desafio - Como eliminar o trabalho infantil



Acabar com o trabalho infantil é realmente um desafio, mas que pode ser vencido. Diversas Ongs, Programas, Ações, para erradicar o trabalho e exploração infantil tem sido criadas. Houve, assim uma diminuição satisfatória do trabalho desses menores, muitos deles encontram-se hoje em casas de apoio, estudando, aprendendo uma profissão.

Necessita-se de ações integradas por parte do governo, políticas específicas que combatam o trabalho infantil. Se o problema é desigualdade, exclusão social, miséria, é isso que deve mudar. Não somente o governo, mas Sindicatos, Confederações Nacionais, Ongs. A fiscalização deve atuar de forma rigorosa, tanto com a exploração visível, quanto aquelas crianças no trabalho doméstico que muitas vezes tornam-se "invisíveis".

Mas é preciso inserir a sociedade nesse contexto, devemos nos envolver com essas crianças, denunciando, protestando, estender a mão literalmente a esses pequenos. Porquê não nos unimos a fim de permitirmos um futuro melhor a elas? Chega de preconceito, de simplesmente ter piedade e achar que não cabe a nós mudar algo, vamos lutar pelas crianças!!

Dê sua opinião como pode acabar o trabalho infantil

Michelle Marques de Mello

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quinta-feira, 31 de maio de 2007

Trabalho infantil doméstico

No Brasil, mais de 400 mil crianças e adolescentes, entre cinco e 16 anos exercem trabalho doméstico. Mais de 90% dos casos são meninas, principalmente pardas ou negras. Por necessidades básicas que a família não pode suprir, essas garotas vão em busca de uma vida melhor, porém, o que encontram é comida e um lugar para dormir.

O trabalho infantil doméstico é livre de qualquer fiscalização, já que acontece dentro de residências. Essas crianças trabalham por muitas horas, tendo uma remuneração baixa, e, muitas meninas são abusadas, exploradas e até humilhadas.

As empregadas domésticas têm baixa escolaridade, não possuem carteira assinada e muitas não tem direito a feriados, domingos. Permanecem presas a famílias que as empregou, realizam
serviços de uma dona de casa, cuidam de crianças, lavam, cozinham, e silenciam, sobretudo.

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Michelle Marques de Mello

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segunda-feira, 28 de maio de 2007

A prostituição infantil


A prostituição infantil tem sido disseminada de uma maneira alarmante no Brasil e em outros países. Há pelo menos 500 mil crianças no Brasil sendo exploradas sexualmente, muitas pelo dinheiro deixam-se seduzir, outras pela pobreza. De acordo com a Unicef e Secretaria Nacional de Direitos Humanos, a exploração sexual de crianças e adolescentes, atinge 927 municípios do Brasil.


Crianças com nove, dez anos, trocam um momento de sexo por um prato de comida, ou um dinheiro miserável que esses exploradores fornecem. Meninas que trabalham de três a quatro horas, com mais de cinco parceiros por dia, sendo expostas a qualquer tipo de doenças sexualmente transmissíveis, entre elas, a AIDS.


Correm o risco de uma gravidez indesejada, não conhecem a infância e tornam-se mães, sem mesmo saber trocar uma fralda, além de muitas transmitirem para seu filho(a) (que não tem culpa nisso), o vírus do HIV. Dados comprovam que muitas garotas vem de uma desestrutura familiar inadmissível, onde pais, padrastos, irmãos abusam sexualmente delas, há casos em que a própria mãe conhece o fato e finge desconhecê-lo.

Além desses agravantes, o aborto tem sido executado por muitas delas. Chás que prejudicam sua saúde, agulhas de crochê para matar o feto, remédios que destroem seu útero. Muitas pagam para esses “médicos charlatões”, efetuarem o processo de aborto, sofrendo dores terríveis para eliminar a criança.


Note o parágrafo abaixo – fonte - SEDH


(...)Um outro termômetro para dimensionar a exploração é o disque-denúncia da SEDH (Secretaria Especial dos Direitos Humanos), criado em 2003. O órgão recebeu, até 2006, mais de 120 mil ligações. Cerca de 17 mil denúncias foram encaminhadas às instituições que combatem a prática.(...)


E a fiscalização, onde se encaixa nisso? Como nos tornarmos sensíveis a esse tipo de dor? Há programas que lutam para erradicar a exploração sexual de menores, porém não tem sido suficientes, como comprova os dados no início do texto.


O maior problema, no meu ponto de vista, é que existem pessoas que praticam esses atos inescrupulosos. Sanar os problemas da miséria, educação para esses pequenos, é de suma importância, conscientizá-los é imprescindível, mas e os autores desses abusos? Essas mães que calam-se diante dos fatos porque o marido “sustenta” a casa?


Discutam, denunciem, opinem.

Michelle Marques de Mello

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domingo, 27 de maio de 2007

As piores formas de exploração do trabalho infantil

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre a proibição das Piores Formas de Trabalho Infantil e a Ação Imediata para sua Eliminação, concluídas em Genebra, em 17 de junho de 1999, é ilegal:

a) todas as formas de escravidão ou práticas análogas à escravidão, tais como a venda e tráfico de crianças, a servidão por dívidas e a condição de servo, e o trabalho forçado ou obrigatório, inclusive o recrutamento forçado ou obrigatório de crianças para serem utilizadas em conflitos armados;

b) a utilização, o recrutamento ou a oferta de crianças para a prostuição, a produção de pornografia ou atuações pornagráficas;

c) a utilização, recrutamento ou a oferta de crianças para a realização para a realização de atividades ilícitas, em particular a produção e o tráfico de entorpencentes, tais com definidos nos tratados internacionais pertinentes; e,

d) o trabalho que, por sua natureza ou pelas condições em que é realizado, é suscetível de prejudicar a saúde, a segurança ou a moral das crianças.

Devemos dizer aqui, que no Nordeste, as crianças são submetidas a cortes de cana, levam sacos com plantas, correm o risco de serem mutiladas, não há proteção, trabalham incansavelmente dez horas por dia.

E esses pequenos que exercem alguma atividade na mineração? Produção de carvão vegetal, produção em cerâmica e olarias, extração de pedras e areia. No sul, trabalham nas extrações de acácia e ametista, mexem com produtos tóxicos, além de estarem expostos a máquinas muito perigosas.

Observe esse parágrafo, extraído da página – www.pessoal.educacional.com.br

(...) Na região Centro-Oeste a situação é deprimente: crianças trabalhando duro em longas jornadas diárias na colheita do algodão, do tomate e do alho. Mas merece destaque a exploração nas olarias e cerâmicas, onde o trabalho é iniciado às quatro da manhã e dura até 5 e meia da tarde. Segundo o depoimento da assistente social Eliana Bragança, que acompanha as pesquisas, nas pequenas e precárias fábricas de cerâmica, adolescentes menores de 14 anos que são obrigados a empurrar carros-de-mão com até 150 quilos de tijolos, em uma área com terreno irregular. Ainda ficam expostas ao calor intenso dos fornos até os tijolos ficarem prontos. (...)

Mas ainda não citamos meninas com 12, 13 anos sendo exploradas sexualmente nas ruas, crianças que vendem drogas, menores empurrando carrinhos de lixo, com até 200 quilos, enquanto muitos pais estão em casa.

E aquelas meninas de dez anos que cuidam de uma casa inteira, lavam, passam, cozinham, em troca de um prato de comida, podendo na maioria das vezes, sofrerem com dores nas costas, inchaço nas pernas, dentre outros problemas graves de saúde.

Mas não quero que meu texto fique cansativo, apenas digo que minha intenção é que reflitam sobre tudo isso. O que citei no início do meu texto tem sido respeitado? Todas as leis em benefício de crianças tem sido seguidas?

Diante de nossos olhos estão esses menores sendo explorados, é claro que existem inúmeros trabalhos piores que esses, que muitas vezes fogem de nós.
Mas e aí, qual é nosso percentual de culpa sobre isso? Até que ponto temos sido coniventes com a dor e medo desses menores?

Michelle Marques de Mello

sábado, 26 de maio de 2007

Trabalho infantil no Brasil

Cerca de 4 milhões de crianças, entre 5 e 16 anos, trabalham no Brasil, o que o coloca entre os países com os maiores índices de trabalho infantil.

Uma Nação responsável deve garantir que a criança tenha oportunidade de estudar, brincar, ou seja, desfrutar desde a infância os seus direitos como ser humano.

Dados do IBGE revelam que o trabalho infantil se manifesta de muitas maneiras, como crianças trabalhando em lixões; como catadores de papel; em serviços de carvoarias e olarias; crianças sendo exploradas sexualmente,etc.

Devemos ressaltar também que, pensando em benefício próprio, muitos pais são coniventes com essa exploração, e, pior ainda, muitos acreditam que é melhor para a criança que comece a trabalhar mais cedo, pois assim "livra-se de ser bandido".

No Brasil, além do trabalho das ONG's, e outras organizações da sociedade civil organizada, o combate à exploração infantil deve acontecer com políticas governamentais eficazes. Onde está a fiscalização sobre esses exploradores de menores? Qual tem sido a sua punição?

Precisamos avançar nesta questão porque os discursos, as palestras e as conferências em que a teoria parece perfeita, carecem, de forma imprescindível, da efetiva prática.

Leia esse parágrafo abaixo relatando a posição dos exploradores desses menores (parágrafo extraído do site: www.adital.com.br)

[...] Como motivos para a exploração dos "menores", o Unicef destaca a preferência dos empregadores pelas crianças, porque são obedientes e "saem baratas", são submetidas a condições de trabalho que os adultos considerariam inaceitáveis, sem opor resistência; têm "dedos ágeis", e prestam mais atenção aos detalhes”.[...]


É fundamental que toda a sociedade brasileira se mobilize em prol dessas crianças, quer seja através de protestos e denúncias, quer seja através da solidariedade. Essa luta é nossa! Pode e deve ser vencida!


Michelle Marques de Mello



Nosso próximo texto – As piores formas de exploração do trabalho infantil.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Trabalho infantil no mundo

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho) cerca de 218 milhões de crianças entre 5 e 17 anos trabalham no mundo, das quais 126 milhões realizam trabalhos perigosos, uma, em cada seis crianças trabalham. Ou seja, essas crianças não conhecem o que é brincar, estudar, nem imaginam o que seria uma estrutura familiar, e assim não sabendo o que fazer, conformam-se com sua miséria de vida.
Os maiores índices de trabalho infantil encontram-se na Ásia, África e América, porém, os países desenvolvidos não estão fora desse contexto. Os meios de comunicação tem enfatizado de uma maneira maior esse tema, principalmente aqueles trabalhos inadmissíveis, como o corte de cana-de-açúcar, o trabalho em carvoarias, na produção do sisal.
O que pensa uma criança que é exposta nas ruas, se prostituindo, ou ainda aquelas com suas mãos calejadas de tanto trabalho? É revoltante usar crianças para o tráfico de drogas, obrigá-las a trabalhar em olarias, ou em empresas com agrotóxicos correndo risco de vida.
E aqueles pais que acreditam estarem ajudando seu filho? Alguns vendem seus pequenos para uma família rica, crendo em um futuro melhor, outros obrigam a criança a pedir dinheiro, e, muitos deles ficam em casa, esperando seu filho (a) trazer o sustento.
Segundo a Unicef (Fundação das Nações Unidas para a Infância), na Índia aproximadamente 14% das crianças entre 5 e 14 anos de idade estão envolvidas em atividades de trabalho infantil. A maioria delas trabalham em casas de família sendo subcontratadas, a fiscalização passa longe desse tipo de trabalho, e com isso esses menores submetem-se a exploração. A Ásia é o continente com maior índice de crianças que trabalham.
Essa questão é preocupante, já que essas crianças deparam-se com qualquer tipo de trabalho, buscando seu sustento ou de sua família, desconhecem a proteção que um lar poderia, ou melhor, deveria, oferecer.
E aqui, no Brasil, quantas crianças enfrentam essas situações diárias? O quem tem sido feito por isso? Em nosso próximo texto, discutiremos a esse respeito – O trabalho infantil no Brasil.


Michelle Marques de Mello

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Trabalho infantil e suas causas




O trabalho infantil é proibido por lei para menores de 14 anos, essa idade pode ser como aprendiz e a partir dos 16 como empregado. Essa lei não é seguida em muitos lugares, já que é visível a exploração do trabalho infantil, falta fiscalização.
Crianças que auxiliam seus pais a fim de aumentar a renda de sua família, outras que são exploradas sexualmente, meninas que trabalham como domésticas na classe média alta. As ruas são tomadas de crianças vendendo bala, vendendo jornal no semáfaro e muitas apanham senão voltarem com dinheiro para casa. Mas qual é a causa de tudo isso? A miséria amedronta, chegar em casa e não ter o que colocar no prato, ver o filho passar frio, fome.
A falta de oportunidade de trabalho, a renda baixíssima dos pais, a não alfabetização, também são fatores que contribuem para a pobreza. Muito se diz que lugar de criança é na escola, a realidade das famílias carentes nos é obscuro, é o que fazemos para ajudar? Apenas criticamos ou temos o sentimento de piedade? É pouco, podemos mais, muito mais. Há medo, dor, sofrimento, no coração dessas pessoas que trabalham, culpa em muitos pais que não encontram alternativas melhores de sobrevivência, e falta de caráter daqueles que exploram esses.
A ausência escolar prejudica o presente e futuro de uma criança. Tem muito menos chance de alcançar um emprego melhor, não conhece sua infância e cresce muitas vezes com angústia, dor, raiva, senão dos pais, talvez da sociedade. Pode tornar-se um criminoso ou prostituta? Talvez, porém, hoje notamos que os movimentos, as denúncias, aumentam a cada dia contra a exploração do trabalho infantil.

Analisaremos soluções, posicionamentos, comentarei sobre o trabalho infantil no Brasil, as piores formas desse trabalho, dentre muitos outros.Comentem, denunciem, critiquem e sejam muito bem-vindos!


Michelle Marques de Mello